“Amor é tudo, mas é preciso ter respeito e tolerância”, destacou casal com mais de seis décadas de união

 “Amor é tudo, mas é preciso ter respeito e tolerância”, destacou casal com mais de seis décadas de união

O Casal completou em abril Bodas de Telurita – 62 anos de casados

Nesse dia 12 de junho em todo o Brasil é comemorado o Dia dos Namorados, uma relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências. Muitas histórias inspiradoras surgem nesta data como exemplos a serem seguidos, com isso, a Cultura Sul buscou um casal que pudesse compartilhar sua história de amor, desafios, superações e o “segredo”, de um relacionamento duradouro, chegando ao casal mineiro, Carlos Luiz Alves, de 88 anos de idade e Edith Vilela Alves, de 83 anos, que já moram em São Mateus do Sul quase 60 anos. Em abril deste ano, o casal completou 62 anos de união, servindo de exemplo pra todos que sonham com um amor pra vida toda.

O casal é natural de Minas Gerais, da cidade de Ituiutaba, eles contaram que desde a infância moravam próximos, cerca de 150 metros um, da casa do outro, e se conheceram através dos irmãos da Edith, já que Carlos era amigo deles. “Ele sempre estava na casa dos meus pais, pois era muito amigo dos meus irmãos, jogavam futebol de botão, futebol de campo, mas nem passava pela minha cabeça que um dia teríamos algo”, contou Edith lembrando do tempo da infância.

Os anos passaram, e Carlos acabou indo para a capital estudar engenharia. Com o apoio da família Edith também mais tarde acabou indo para a capital concluir os estudos. Nesta época, ela recordou que em um determinado momento Carlos estava na casa dos seus pais e lhe deu uma espécie de argolinha onde uma se unia a outra e falou que entregaria a ela a outra metade quando eles se vissem novamente na capital.

“Meus pais primeiro não queriam deixar, mas como meus irmãos estavam lá, eles aceitaram já que ficaria com eles. Quando Carlos falou que nos veríamos quando eu fosse para capital, a partir desse momento eu comecei a vê-lo com outros olhos,” contou Edith. Ela relatou que foi aí que tudo começou, pois, seu irmão saia com a namorada na época, hoje esposa dele e ela ia junto com Carlos. “Saiamos em casal e tudo foi acontecendo naturalmente”, lembrou.

O tempo passou e Carlos e Edith se casaram, moraram um tempo em Ituiutaba e Carlos recebeu uma proposta de trabalho. “Fomos em uma festa em Outo Preto e um ex-professor meu, da universidade em uma conversa, fez uma proposta. Eu fui o primeiro da minha turma de engenharia e isso me ajudou muito. Esse meu professor me convidou para vir para São Mateus do Sul atuar como engenheiro de minas, trabalhar com Xisto, e foi ai que nossa história aqui na cidade começou”, contou Carlos.

Dona Edith lembrou das dificuldades que encontraram quando chegaram em São Mateus do Sul e mesmo com tantos anos morando na cidade e suas raízes estando no município, relatou que tem algo que não consegue se acostumar. “Quando chegamos não tinha nada aqui, tudo era difícil. Eu tive que me adaptar. Para ter meus filhos, ia para Minas na minha família, pois não tinha quem me ajudasse. O Carlos, nos finais de semana ia até Curitiba para pedir uma ligação, porque não tinha linhas de telefone aqui. Os anos se passaram, muita coisa mudou, mas com o frio não consigo me acostumar até hoje”, comentou.

“Eu acho que amor é tudo, mas é preciso ter respeito, tolerância. Eu vejo pessoas falando – Eu não aguento o meu marido fazendo isso, mas aceita e é tolerante com o patrão, com o colega de trabalho, é preciso ter tolerância e companheirismo, alguém precisa ceder. Mesmo com tantos anos, isso não quer dizer que não tivemos brigas, pensamos diferentes, cada um tem uma visão, e ceder no seu ponto de vista não quer dizer que você está saindo perdendo, às vezes você acaba ganhando”, destacou.

O casal disse que nem sempre o relacionamento foi um mar de rosas, mas o amor e o respeito sempre prevaleceram. “Sempre conversamos muito, e nunca brigamos na frente dos filhos, é importante que o casal saiba resolver seus problemas da melhor forma possível”. Outro ponto destacado por Carlos e Edith é a amizade, visto que na visão deles a união do casal é na alegria e nas tristezas. Carlos e Edith tiveram cinco filhos, sendo: três mulheres e dois homens, quatro nasceram em Ituiutaba e somente a mais nova nasceu em São Mateus do Sul.

Um casal inspirador, e exemplo a ser seguido.

Quando indagado se mudaria algo em sua vida, seu Carlos foi enfático. “Eu procederia do mesmo modo. Eu abracei essa oportunidade em vir pra cá trabalhar, pois as condições eram muito boas, e ela me acompanhou para conseguir realizar esse desafio da melhor forma possível, frisou ele. Dona Edith destacou que em São Mateus encontrou muitas pessoas que ajudaram o casal e trouxeram muitos ensinamentos para a vida. “Com o tempo fomos criando laços aqui, é uma cidade gostosa de morar, Carlos se identificou muito, e com isso, mesmo após se aposentar ficamos aqui”, disse Edith. Eles frisaram ainda sobre a importância dos casais pensarem bem antes de casar, pois a pandemia mostrou que muitos não se conhecem bem.

“As pessoas devem casar com a intenção de ficar junto, pelo resto da vida. Para mim é inadmissível a pessoa querer casar e falar, se não der certo eu separo, se já pensa assim, é porque não tem certeza do que sente, pois se realmente ama, vai fazer de tudo para dar certo”, frisou Edith

A esse casal inspirador e encantador, fica o agradecimento por compartilhar a história desses 62 anos de união, um exemplo para todos que estão iniciando uma história a dois. Que Deus continue abençoando essa linda e inspiradora união. O casal conclui a entrevista dizendo que é importante viver como “casal”, fazer atividades de casal, um não sair sem o outro e viver em união, sempre um apoiando o outro com muito amor, respeito e companheirismo e compartilharam algo bem pessoal, a música do casal : https://www.youtube.com/watch?v=98pqW8h-sn4 trilha do filme Suplicio de uma Saudade.

Da redação Cultura Sul FM com fotos de arquivo pessoal

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