Homem Canibal procurou e encontrou vítima que aceitou ser morta e devorada

 Homem Canibal procurou e encontrou vítima que aceitou ser morta e devorada

foto: Pixabay

Julgado pela segunda vez, o alemão que matou um homem depois de comer seu orgão genital (com o consentimento da vítima, que comeu o próprio órgão junto), depois se alimentou da carne humana da vitima durante semanas e foi condenado ontem à prisão perpétua. Conhecido como o canibal de Rotemburgo, Armin Meiwes, de 44 anos, recebera em 2004 uma sentença de oito anos e meio de prisão pelo crime macabro que chocou o país, e que foi gravado em vídeo pelo próprio autor. Mas promotores consideraram a sentença branda demais e apelaram.

Ao anunciar a sentença, o juiz Klaus Drescher desconsiderou o argumento da defesa de que, por ter o consentimento da vítima, o crime equivaleria a uma eutanásia, prática punida na Alemanha com pena máxima de cinco anos de prisão. O réu estava completamente consciente de suas ações e poderia tê-las controlado disse o juiz.

A polícia prendeu Meiwes em dezembro de 2002, depois de um estudante da Áustria denunciar um anúncio que ele divulgava na internet, com o pseudônimo de Franky, procurando um homem jovem que concordasse em ser assassinado e comido.

Meiwes se correspondeu com cerca de 400 pessoas na internet até fazer contato com Bernd-Juergen Brandes, de 43 anos, engenheiro especialista em tecnologia de informação que trabalhava na empresa alemã Siemens e que também pusera um anúncio na internet procurando alguém para pôr fim à sua vida sem deixar traços.

Em março de 2001, Brandes foi de trem a Rotemburgo para se encontrar com Meiwes em sua casa. Num vídeo, o canibal gravou a si próprio cortando o orgão da vítima com uma faca antes de os dois comerem o órgão genital. Sangrando abundantemente, Brandes perdeu a consciência. Meiwes o pôs na cama, beijou-o nos lábios e cortou sua garganta com uma faca, matando-o. Depois de pendurar o corpo da vítima num gancho de carne, comentou, segundo o juiz: O próximo deve ser jovem, mas não tão gordo.

No primeiro julgamento, o canibal afirmou que, apesar de ter cozinhado e temperado o órgão genital, os dois acharam a carne difícil de mastigar.

Meiwes esquartejou o corpo de Brandes e enterrou ossos, pele e vísceras no jardim. Cortou a carne em pedaços que pôs em pacotes com rótulos que indicavam serem bifes e os guardou no congelador, entre outros alimentos. Nas semanas seguintes, comeu cerca de 20 quilos da carne depois de cozinhá-la e temperá-la com sal e pimenta acompanhada de repolho roxo e batatas.

Vizinhos descreveram Meiwes como uma pessoa educada e tranqüila. Segundo o juiz, é um doente mental, embora consciente de suas ações. Um psicólogo ouvido no tribunal afirmou que a fantasia de Meiwes está relacionada ao fato de seu pai ter abandonado a família, bem como à sua mãe dominadora e amarga. Seu desejo de comer alguém teria origem no desejo de encontrar um parceiro que não o abandonasse.

Anulada a primeira sentença ele foi julgado novamente e condenado à prisão perpétua.

Da redação com informações O Mundo 10/05/2006

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