Bolsonaro sobe valor do mínimo, mas quantia fica abaixo do previsto no orçamento da União para 2019

O salário mínimo é referência de rendimento de quase 50 milhões de trabalhadores no país e, de acordo com dados do governo federal, cada real de aumento no mínimo pode gerar até R$ 300 milhões de despesas nas contas públicas, ao ano.

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A equipe econômica do ex-presidente Michel Temer havia previsto reajustar o salário mínimo de R$ 954,00 para R$ 1.006,00, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro autorizou aumento de apenas R$ 54,00, ou seja, para R$ 998,00. O valor ficou abaixo da expectativa prevista no orçamento da União aprovado no Congresso Nacional para o ano de 2019.

O salário mínimo é referência de rendimento de quase 50 milhões de trabalhadores no país e, de acordo com dados do governo federal, cada real de aumento no mínimo pode gerar até R$ 300 milhões de despesas nas contas públicas, ao ano.

O cálculo do salário mínimo leva em consideração o índice de inflação, as riquezas produzidas no país, o PIB, e o valor do reajuste autorizado no ano anterior que, aliás, foi o menor dos últimos 24 anos.

De acordo com o DIEESE, o salário mínimo teria de ser suficiente para uma família garantir a moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência social. Dados do instituto preveem que o valor do mínimo necessário para suprir as necessidades básicas das famílias seria de cerca de R$ 3.900,00, atualmente.

O decreto que institui o salário mínimo em R$ 998,00 para 2019 foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (01), e já está valendo.

Reportagem, Cristiano Carlos

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