Pai do padre Silvano faleceu em Rio Azul, na madrugada desta quinta-feira

 Pai do padre Silvano faleceu em Rio Azul, na madrugada desta quinta-feira

Familiares confirmam o óbito de Theodoro Surmacz na madrugada desta quinta-feira (18/03). Pai de Jorge, Rafael, Ismael, Silvio, Wilson, Padre Silvano e Romoaldo, ele tinha 91 anos e era personalidade rioazulense. Vindo de uma família de 15 filhos, sendo ele o oitavo, neto de imigrantes poloneses se erradicou com os pais em Rio Azul, foi funcionário público, era amante da leitura e construiu um legado.

Seus avós, Bartolomeu e Marialva, conforme o trabalho da professora Eugênia Osatchuk no seu trabalho intitulado “O Professor PDE e os Desafios da Escola Pública Paranaense” de 2010, vieram para o Brasil por dois motivos: falta de terra e ameaça da Guerra Mundial de 1914. Seu pai, Alexandre, casou-se com Balbina Biernaski, em 04 de fevereiro de 1918 e mudou-se para Rio Azul em 17 de junho de 1933.

A professora Eugênia registra que Alexandre veio alfabetizado da Polônia, da aldeia na região do Podlesz e sua mãe aprendeu ler e escrever na Colônia Augusta (Curitiba), na língua polonesa. Gosto por aprender e ler que Theodoro pegou dos pais, já de casa e ampliou na escola. Foi funcionário público estadual, professor das séries iniciais. Depois cedido para trabalhar na prefeitura e Câmara. Também trabalhou na secretaria de Saúde.

Disso, o respeito adquirido em Rio Azul e transmitido aos familiares. Cidade que recebeu Theodoro Surmacz, nascido em Curitiba – em 15 de maio de 1930, e onde construiu sua história. Numa das muitas curiosidades da sua vida particular, apesar de oficialmente ter 90 anos, a família considera o fato de ele ter sido registrado alguns meses depois de nascer, disso o consentimento de considerar 91 anos de idade.

Infelizmente, por sua morte ter relação com a Covid-19 não haverá velório. Apenas o sepultamento no Cemitério Municipal de Rio Azul. Mas, fica o registro de que pessoas próximas, e que conviveram nos últimos tempos com Theodoro, testemunham de que ele, muito inteligente e consciente, agia naturalmente e afirmava estar preparado para aceitar o destino. Deixando certo conforto num momento de dor.

Da redação Cultura Sul com informações junto aos familiares, trabalho da professora Eugênia Osatchuk e imagem reproduzida da Funerária Cordeiro de Rio Azul

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