Família comemora volta do seu Moacir para casa

 Família comemora volta do seu Moacir para casa

Seus Moacir recebendo o carinho dos seus filhos já em casa

A equipe do Cultura Sul Notícias entrou em contato com a família do seu Moacir Damaso da Silveira, 80 anos, que foi internado no dia 26 de novembro de 2020 no Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes com dificuldades respiratórias, logo após foi transferido para o Hospital do Rocio em Campo Largo, sendo liberado 73 dias após a sua internação, quando conseguiu se recuperar do vírus.

Augusto César Silva da Silveira, conhecido como Guto, filho do seu Moacir comentou sobre os momentos difíceis que a família passou com a perda da mãe e irmã.  “Infelizmente perdemos para a Covid 19 minha mãe, Elair Terezinha Silva da Silveira de 78 anos, que faleceu dia (03/12) e minha irmã, Elizete Silveira Cruz de 53 anos faleceu no dia (04/12), que se contaminaram com o vírus no mês de novembro de 2020”, explicou.

Ele relatou que o seu pai, Moacir, também adquiriu a Covid-19 no mês de novembro, juntamente com a sua mãe e irmã. “Meu pai fez todos os procedimentos e ficou na área clínica do Hospital do Rocio até o dia (02/12) e no dia (03/12), mesmo dia em que minha mãe Elair faleceu, ele foi transferido para a UTI, sendo entubado. No dia (15/12), foi feito o procedimento da traqueostomia para a preservação das cordas vocais”, disse.

Guto explicou que a partir do dia 15, a sua família mesmo passando pela dor da perda, ainda enfrentavam três vezes por semana momentos difíceis ao receber os relatórios do quadro clínico. Nas segundas, quartas e sextas-feiras, eram expedidos os relatórios, que muitas vezes vinham com informações, preocupantes, deixando a família aflita e angustiada.

“Uma vez pude ir buscar o relatório, neste dia não foi nada animador. O médico da UTI não pode descer até a recepção para me passar o relatório, pois este dia tiveram muitas intercorrências nas UTI’s, então me passou por telefone, dizendo que o quadro do meu pai, tinha dado uma rebaixada, que tudo o que a medicina poderia fazer já tinha sido feito, estava agora nas mãos de Deus, que continuássemos com as nossas orações e que aguardássemos as notícias dali em diante”, contou.

Momento da saída do Hospital

Depois de muitos dias sedados, no dia (20/01), seu Moacir completou uma semana sem sedativos e há cinco dias já recuperava seus sentidos e abria os olhos, fazendo com que até os médicos falassem a família que o paciente era um guerreiro. “A médica passou o relatório para a minha irmã Ângela da Silveira Balemberg, que o nosso pai é um guerreiro, recobrou a consciência e se comunicava através de gestos e perguntou se ela queria ver nosso pai por uma videoconferência através do celular”, relembrou.

Através do celular, Ângela, conseguiu ver seu pai e falar com ele, mesmo ele só gesticulando, mas foi uma grande vitória naquele momento. “Ele piscou, fez positivo e jogou um beijo com a mão para ela. Minha irmã me mandou um áudio aos prantos de felicidade relatando este momento”. Guto explicou que dois dias após a vídeo chamada, a médica trouxe mais uma boa notícia, pois seu pai já conseguia falar e seus sinais vitais estavam ótimos.

Desse momento em diante, cada dia era uma vitória. Uma das preocupações da família era em relação ao rim do paciente, já que seu Moacir tem apenas um, mas felizmente, ele não teve nenhuma sequela. O seu pulmão foi fortalecendo e com isso, a tão aguardada alta saiu na terça-feira, 09 de fevereiro, deixando toda família ansiosa com a sua chegada. 

Família preparou uma decoração especial para receber seu Moacir em casa

“Seu Moacir Damaso da  Silveira é nosso guerreiro, merece todas as saudações, serve de exemplo de superação para todos aqueles que passam por momentos difíceis como esse. GRATIDÃO aos milhares de profissionais da saúde em especial ao Hospital do Rocio de Campo Largo, que cuidaram do nosso Pai todo esse tempo, não desistindo nunca de fazer o melhor para o restabelecimento de todos os pacientes que enfrentam esse Vírus”, mensagem dos filhos, Ângela, Márcia, Cássio Maurício, Luiz Henrique, Heloiza, Carlos Roberto, Augusto César, Atalía, Elis e José Ângelo, juntamente com seus netos e bisnetos.

Histórico do internamento:

  • 02 dias no quarto 27 e 28/11
  • 05 dias oxigênio 29/11 a 03/12
  • 12 dias intubado de 03/12 a 15/12/2020.
  • 37 dias de traqueo 15/12 a 20/01
  • Sedação do dia 03/12/2020 até dia 13/01/2021
  • Depois de 42 dias sedado, hoje 28/01/2021 faz 15 dias sem sedação
  • Dia 15/01/2021 abriu os olhos
  • Dia 22/01/2021 começou a falar tapando a cavidade da traqueo
  • 25/01)2021 saiu de alta da UTI para a enfermaria 700/713 leito 703
  • 15 dias de enfermaria até a sua alta no dia 09/02 de 2021 às 10hs.

Fotos: Arquivo da família

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