Terror no Paraná: mulher foge de cativeiro que estava sendo torturada há 1 ano

 Terror no Paraná: mulher foge de cativeiro que estava sendo torturada há 1 ano

Uma mulher era mantida em cativeiro, conseguiu fugir e procurar ajuda na Delegacia da Mulher na noite do dia (23/06) no município de Toledo, informa ‘O Paraná‘, a vítima estava com os cabelos raspados, feridas mal cicatrizadas, língua com marcas de ferimentos, cortes feitos com faca por toda a extensão do rosto.

Após ser mantida por um ano em cativeiro pelo marido, onde era submetida a torturas físicas e psicológicas, ela conseguiu fugir e permanecer escondida até amanhecer, quando procurou a Delegacia da Mulher. Casada há 13 anos com o agressor, com quem tem um filho de 12 anos, a mulher relatou em depoimento uma rotina de muita violência e humilhação. O agressor foi preso em flagrante pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça, sequestro e cárcere privado. Ele foi encaminhado à carceragem da Cadeia Pública de Toledo, e a mulher está em um abrigo seguro e sigiloso com o filho.

Rotina perturbadora 

O marido sempre foi agressivo, mas as agressões se limitavam a tapas no rosto. Em junho de 2020, no entanto, o homem passou a ficar muito agressivo e passou a questionar a vítima sobre relacionamentos anteriores. “Se ela não desse as respostas que ele queria ouvir, ele ficava muito agressivo e lhe dizia coisas como ‘Essa resposta não fecha com a minha investigação’, ‘Isso não bate com o que eu estou investigando, não está certo’, e perguntava de novo”, detalha o Boletim de Ocorrência (B.O.).

Pela casa, a vítima era obrigada a escrever vários lembretes, a partir de frases ditadas pelo marido, como: “Se eu mentir para o meu marido, eu vou fazer 100 cortes com a faca quente no meu rosto”; “Se eu não contar a verdade para o meu marido, eu vou furar a minha língua com pregos”.

Além dos lembretes, o homem mantinha na casa um caderno de regras. Entre elas, uma lista de palavras que não poderiam ser ditas pela mulher e também era proibida de falar palavras que terminassem com a letra “i”. Segundo a vítima, o agressor a mantinha vigiada através de duas câmeras de segurança. O filho do casal, conta a vítima, foi manipulado pelo pai e, na noite em que fugiu, chegou a levar um tapa no rosto do próprio filho.

Atendimento 

A Associação Tenda Mariellas, organização pela defesa ampla e universal das mulheres, acompanha a vítima desde a fuga. Através do coletivo, a vítima já teve acesso a atendimento médico e psicológico, bem como a um lugar seguro para estar com o filho. O menino também já foi encaminhado para acompanhamento do Conselho Tutelar.

Entre as exigências para o caso, estavam a concessão de aluguel social em local seguro e sigiloso, bem como auxílio emergencial para mãe e filhoatendimento médico e hospitalar emergencial para ambos, além de tratamento psiquiátrico e psicológico. Ainda, diante do quadro de alienação parental sofrido pela criança, exigiram que, em todo o atendimento dado a mãe e filho, fosse trabalhada a restituição e fortalecimento dos vínculos familiares.

Da redação com informações Ncg.news

Veja também