Juiz Mattioli aborda violências, direitos, deveres e acolhimento em aula com crianças

 Juiz Mattioli aborda violências, direitos, deveres e acolhimento em aula com crianças

Convidado pela professora Elisete Aparecida Miranda, o juiz da Vara da Família e coordenador do CEJUSC, Carlos Mattioli, participou de aula on-line, nesta quarta-feira (07/07), da turma do 5º ano A do Colégio Estadual Duque de Caxias. A instituição fica no bairro São Gabriel em União da Vitória e, para os alunos, o magistrado citou meios protetivos, direitos e deveres relacionados às crianças e adolescentes.

O juiz disse que muitos casos de violência, infelizmente, têm origem no núcleo familiar. Os registros de ocorrências jurídicas apontam para diversas situações com origem na própria família. Tanto em questões de agressão quanto em crimes sexuais. “Muitas vezes o abusador se aproveita do vínculo e da proximidade para cometer crimes e isso precisa ser denunciado, com proteção imediata de criança ou adolescente”, frisa.

Diante dos alunos, o magistrado contou fatos de sua vida pessoal para ter essa maior aproximação com a realidade dos estudantes. Deixando o gabinete aberto para ouvir pedidos de ajuda ou acolhimento necessário. Na abordagem destacou a importância de estudar e ter conhecimento dos direitos, buscando ajuda assim que estiver na iminência de sofrer qualquer tipo de ameaça física, moral ou sexual.

O CEJUSC dispõe, justamente, de equipe multidisciplinar para ouvir essas denúncias, apontadas diretamente para o magistrado ou equipe, bem como originárias na rede de proteção da qual fazem parte as escolas, Conselhos Tutelares e demais instituições elencadas. “Em caso de qualquer tipo de abuso ou violência procurem a professora, a diretora, o melhor amigo ou amiga e, de forma particular, peçam ajuda”, disse Mattioli.

Tendo a amplitude do conhecimento de seus direitos e meios de buscar ajuda, segundo o juiz, facilita o acesso aos meios legais para se proteger de possíveis agressores. “Em caso de ameaça deve ser feita a denúncia em que pode até ser determinado o afastamento do indivíduo deste convívio”, acrescentou. Carlos Mattioli deixou seu trabalho à disposição dos estudantes para que a integridades de todos seja, sempre, preservada. A diretora Adeline Meltnek, supervisora Cristiane Briski e o professor Célio Calikoski também participaram da aula on-line.

Da redação Cultura com texto da Assessoria do CEJUSC e imagens TJPR/CEJUSC

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