Vacina da UFPR contra o Coronavírus será 100% nacional e de baixo custo

 Vacina da UFPR contra o Coronavírus será 100% nacional e de baixo custo

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou que vai realizar uma coletiva de imprensa para apresentar detalhes sobre o imunizante contra a Covid-19, desenvolvida na instituição. A vacina está em fase de testes pré-clínicos e, segundo a instituição, apresenta ‘bons resultados’. Será de baixo custo, totalmente nacional e uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (26/04) vai detalhar o assunto.

A UFPR antecipou que será uma vacina 100% nacional, não tendo a necessidade de importar insumos, além do imunizante ter ‘características multifuncionais’. A universidade tem tecnologia própria de produção, a partir de pesquisas com biopolímeros biodegradáveis e partes específicas de proteínas virais. Fatores que reduzem o custo, até pela existência de matéria-prima própria.

Da coletiva de imprensa, na próxima segunda-feira (26/04), devem participar o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, vice-reitora, Graciela Bolzon de Muniz, diretor do Setor de Ciências Biológicas, Edvaldo da Silva Trindade, vice-diretor do Setor de Ciências Biológicas, Emanuel Maltempi de Souza e os professores Breno Castello Branco Beirão e Marcelo Müller dos Santos, que atuam na pesquisa da vacina.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), Aldo Nelson Bona, também deve estar na coletiva. O Governo do Estado formalizou na quinta-feira (22/04) o apoio financeiro para o desenvolvimento da vacina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) contra a Covid-19. O investimento inicial será de R$ 700 mil por meio da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF).

“Além das duas vacinas novas anunciadas no início de março, o Brasil tem cerca de outras dez em fase de pesquisa e a da UFPR é uma das que está em estágio mais avançado”, afirma o reitor da universidade, Ricardo Marcelo Fonseca. O custo da dose, incluindo materiais e insumos, é calculado para um valor em torno de R$ 10,00. O que torna ‘popular’ a compra da vacina.

“Vamos realizar os testes da vacina injetada e também com aplicação nasal, para facilitar os ensaios clínicos. Essa nova plataforma tecnológica que desenvolvemos será um legado não só relacionado ao combate à Covid-19, como no desenvolvimento de outras vacinas paranaenses”, ressalta Emanuel Maltempi, doutor em Bioquímica e coordenador da pesquisa pela UFPR.

Da redação com informações e imagem de divulgação da UFPR

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