“A aventura da Obstetrícia é essa, trazer crianças ao mundo”

 “A aventura da Obstetrícia é essa, trazer crianças ao mundo”

A palavra “obstetrícia” vem do Latim “obstetrix” e quer dizer “ficar ao lado”.

No dia do obstetra que é comemorado em 12 de abril, nada melhor do que conversar com uma profissional que dedica a sua vida há mais de 17 anos nessa linda profissão em São Mateus do Sul, a obstetra Karla Patrícia Lozasso. A data comemorativa é também uma oportunidade de debater sobre esse especialista fundamental antes, durante e pós gestação, afinal o trabalho do obstetra vai além do simples ofício, pois trabalha com o nascimento de uma pessoa, tendo a responsabilidade de duas vidas.

“É inegável a importância de um obstetra na vida das mulheres, já que são elas e eles que trazem pessoas ao

Dr. Karla com uma das recém nascidas que trouxe ao mundo

mundo”, disse Karla. A palavra “obstetrícia” vem do Latim “obstetrix” e quer dizer “ficar ao lado”, porque esse profissional acompanha a paciente e fornece assistência, auxiliando no nascimento da criança. Esse é o significado da palavra “obstetrícia”. Por também lidar com o sistema reprodutor feminino (útero, trompas e ovários) e com a saúde da mulher, a obstetrícia pode estar associada à ginecologia, sendo que ambas trabalham juntas para garantir qualidade de vida à paciente, durante um dos períodos mais delicados da vida da mulher.

Karla explicou que o contato do obstetra com a paciente começa com o pré-natal que são as consultas periódicas para acompanhamento da saúde da mãe e do bebê. “No pré-natal que você investiga as doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do feto, atualiza às vacinas, passa às vitaminas, e esse pré-natal, ele só termina quando o bebê nasce, então não existe alta do pré-natal. Ele termina quando o bebê nasce, e ainda tem o puerpério que é um complemento”, explicou.

Karla explicou que o contato do obstetra com a paciente começa com o pré-natal que são as consultas periódicas para acompanhamento da saúde da mãe e do bebê. “No pré-natal que você investiga as doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do feto, atualiza às vacinas, passa às vitaminas, e esse pré-natal, ele só termina quando o bebê nasce

A obstetra explicou que no pré-natal, no primeiro trimestre, é solicitado exames para gestante, visando saber como está a saúde dela. “A gente vai pedir preventivo, ultrassom, exame de sangue. Nessa fase a paciente vai fazer exame de urina, no primeiro trimestre que tem ainda o ultrassom morfológico, e outros”, disse. Ela contou, que atualmente, também é no primeiro trimestre que a obstetra faz a primeira avaliação para ver se a paciente vai ter a Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), se o resultado for positivo já é possível o tratamento. “Já no segundo trimestre de gestação, a gente vai ver o bebezinho como um todo. Vamos repetir a avaliação da Dheg, e  medir o colo do útero para saber se tem chance de ter um trabalho de parto prematuro”, relatou.

A partir de todo esse acompanhamento da obstetra, com exames e dados, vão se formando segundo Karla, a conduta mais adequada para aquela paciente. “No terceiro trimestre é basicamente avaliar vitalidade fetal crescimento do bebê, aí vamos novamente repetir o exame de sangue. Você vai tratando, para a partir do momento que apareça algo, quando tem chance de complicar, você já intervenha”. Quando termina o pré-natal, é o nascimento, o parto propriamente dito que pode ser normal ou cesariana.

Após o nascimento do bebê, vem o puerpério, também chamado resguardo ou quarentena, que é a fase pós-parto em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas. “Nesse período avaliamos o aleitamento, vamos ensinar a mãe a cuidar da mama. É nesse período ainda que fazemos o planejamento familiar, ou seja, vê se a mãe vai engravidar logo, ou se ela vai esperar. Qual será o método contraceptivo que ela vai usar, e ainda conseguimos analisar se a paciente vai ter depressão pós-parto, você conhece a mãe, você vai saber se ela tá bem ou não”, frisou a obstetra. Dr Karla encerrou sua fala sobre a profissão com uma mensagem as crianças que trouxe ao mundo.

“A aventura da obstetrícia é essa trazer crianças ao mundo, eu tenho certeza que todos os obstetras são pessoas assim, iluminadas, e eu como obstetra sou grata a todos os bebês que nasceram comigo que foram muitos, incontáveis, e inclusive, fiz uma homenagem para os bebês”, disse:

 

Homenagem aos bebês

“Obrigada bebê por ter me escolhido ou foi Deus quem te colocou em minhas mãos? Não importa o tempo que vai passar nem quantos anos ainda vou viver enquanto eu respirar nesse mundo vou lembrar

do seu cheirinho, do seu corpinho quente, da sua pequena mãozinha apertando meu dedo, e de cada segundo ao seu lado. Vou te entregar nos braços da sua mãe saudável, vencemos, daí vou descansar sabendo que fiz o meu melhor, um dia nos encontraremos por aí um beijo da sua obstetra”, concluiu Karla.

 

Da redação Cultura Sul FM com imagens do arquivo pessoal da Dr Karla.

 

 

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