Bacil defende a pesquisa para apontar ‘caminhos’ ao Pinheiro

 Bacil defende a pesquisa para apontar ‘caminhos’ ao Pinheiro

Depois da aprovação da Lei 20.223/2020, que estabelece regras de plantio, cultivo e exploração comercial da espécie Araucária angustifolia, o deputado estadual Emerson Bacil (PSL) trabalha o projeto de manejo relativo ao Pinheiro do Paraná. Desde julho de 2008, o decreto 6.514 proíbe o corte, a extração, transformação e comercialização da espécie. Mas as árvores têm diminuído.

“O meu pensamento é desmatamento, não! É ampliar e renovar as florestas. Como faz isso? O professor [Flávio] Zanette da UFPR [Universidade Federal do Paraná] já nos ensinou. O pinheiro não cresce numa mata densa”, explica. Somada da menor quantidade de cotias e gralhas que seriam responsáveis por ampliar as florestas, de forma natural. “Saber lidar com tudo isso é o que precisamos.”

Um amplo debate se formula neste campo. O chefe geral da Embrapa Florestas, Erich Gomes Schaitza, explica que o departamento estuda clonagem e enxertia com o pinheiro araucária. “Tem material selecionado para produção madeira”, cita. Com várias linhas de uso para o pinhão, tendo a formulação de farinha como exemplo dos potenciais a serem ampliados.

Recentemente, com base no professor Zanette e a defesa de pesquisa e estudos aprofundados, Bacil solicitou recursos ao Governo Estadual para financiar este desenvolvimento técnico com aparato científico. “Precisamos de que os estudiosos, os pesquisadores mostrem o caminho que devemos tomar”, acrescenta. Nisso a perspectiva de trabalha a ideia do manejo.

“Nós pecamos, décadas atrás, numa extração desgovernada e sem qualquer critério. Chegou a hora de o Estado do Paraná mostrar que está maduro”, frisa. Reformular a legislação, com base científica e de pesquisas, que apontem os rumos e parâmetros dessas novas determinações. Valorizando quem preservou e ampliando as matas, com pinheiro araucária.

Da redação com informações e imagens da ALEP

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