Preço do fumo para atual safra segue sem definição dos ajustes, após nova reunião realizada na sede da Afubra

 Preço do fumo para atual safra segue sem definição dos ajustes, após nova reunião realizada na sede da Afubra
Foto: Afubra

Para definir a correção de valores, sete entidades representam os fumicultores brasileiros nas negociações de preço. A Comissão de Representação dos Produtores de Tabaco que é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Federações dos Sindicatos Rurais (Farsul, Faesc e Faep) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep).

Desde 2016, quando da aprovação do regimento do Foniagro (Fórum Nacional de Integração do Tabaco), conforme Lei 13.288/2016 (Lei da Integração), ficou definido que o valor do fumo para as safras deve ser “sempre realizado durante o mês de dezembro”. Na safra 2019/2020, de acordo com as entidades, esta regra está sendo descumprida. Nova agenda, nesta sexta-feira (24/01), fracassou.

A primeira discussão da correção dos preços foi realizada em 10 de dezembro de 2019, mas não chegou a um denominador comum entre empresas e entidades. A segunda rodada de negociação, realizada nesta sexta-feira na sede da Afubra em Santa Cruz do Sul, acabou, mais uma vez, sem acordos e com sentimento de frustração por parte da Comissão de Representação dos Produtores.

Oito empresas fumageiras compareceram para a negociação, mas a representação “denuncia o desrespeito das fumageiras com os produtores de tabaco, pois as propostas de reajustes apresentadas não cobrem sequer o custo de produção”, de acordo com publicação da Fetag/RS. As entidades, também, reclamam do descumprimento das regras estabelecidas no Foniagro.

Foto: FETAG-RS

“É alarmante que as empresas que participaram da negociação apresentaram valor inferior ao custo de produção por elas levantado, variando de 2,1% a 2,85% os reajustes propostos. Sendo que uma não apresentou nem o custo e nem proposta de negociação. Um desrespeito com os produtores de tabaco, eles não vêem a realidade do campo”, afirma em nota a Comissão de Representação.

Ao final da reunião, as entidades deram por encerrada a negociação para esta safra e solicitaram reunião do Foniagro para o dia 05 de março. O objetivo é de padronizar a metodologia do custo de produção e unificar o levantamento dos dados para serem seguidos pelas empresas e a representação dos produtores. Permanecendo indefinido o valor de reajuste a ser pago aos produtores.

O indicativo inicial é que cada empresa apresente reajustes próprios de preços, mas sem um parâmetro oficial que é estabelecido justamente na Lei de Integração. A legislação leva em conta a discussão de correção dos valores com base no levantamento dos custos de produção e insumos. Disso a formulação do percentual a ser acrescido, empresa a empresa, com base nestes dados.

Com informações e fotos da Afubra e FETAG-RS

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