Urnas eletrônicas passarão por avaliação de segurança no dia da votação

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta semana uma nova norma para as eleições de 2018, que acontecem em 7 de outubro, segundo informações da Agência Brasil. Neste ano, as urnas eletrônicas passarão por uma avaliação de segurança em tempo real no dia da votação.

Essa auditoria servirá para garantir que as assinaturas digitais dos sistemas, lacrados no TSE no início de setembro, são as mesmas assinaturas constantes nas urnas no dia da votação. A checagem vale também para um eventual segundo turno, agendado para 27 de outubro.

As seções que passarão por auditoria serão definidas por sorteio 20 dias antes da realização das eleições. Representantes dos partidos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e juízes eleitorais serão convidados para acompanhar.

No entanto, o procedimento será público, de modo que qualquer cidadão possa acompanhá-lo presencialmente se quiser, e será realizado antes do início da votação. O resultado da auditoria será divulgado também pela internet, no site do TSE, e no mesmo dia, de acordo com a nova norma.

Segundo o ministro Luiz Fux, presidente do TSE, a medida atende a uma solicitação de especialistas em segurança da informação.

 

Urna é Reprovada em Teste de Segurança

Especialistas em informática participaram nesta sexta-feira (01/12/2017) de teste público de segurança das urnas eletrônicas a serem usadas na eleição de 2018 e conseguiram decifrar arquivos internos do equipamento.

Segundo o coordenador de sistemas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José de Melo Cruz, é “possível” que os técnicos tenham conseguido identificar como foi o último voto registrado numa urna. A informação foi passada pela manhã, quando os testes ainda estavam sendo feitos. Os resultados só devem ser divulgados no dia 12 de dezembro.

“Eles não tiveram acesso a dados do eleitor, tiveram acesso ao ‘log’, que é aquele sistema que vai monitorando a urna e escrevendo tudo que acontece na urna eletrônica, como a caixa preta de um avião, que vai registrando todos os dados do voo. E conseguiram acesso ao RDV, que é o registro digital do voto, mas não de alterar o RDV, mas sim de observá-lo”, disse José de Melo Cruz.

“Eles conseguiram essa penetração, mas não tiveram acesso à ordem de votação e todos os votos dados naquela urna. Não conseguiram identificar os votos de todos os presentes. É possível do último voto”, completou depois, quando questionado por jornalistas.

Informações: Olhar Digital e G1.

 

 

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