Trabalhadores dos Correios encerram greve

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Nesta terça-feira (13/03), os colaboradores dos Correios aderiram ao fim da greve deflagrada na segunda-feira (12/03), voltando normalmente nesta quarta-feira (14/03), a federação ainda ressalta que apenas Rio de Janeiro e São Paulo, continuaram com a greve, terão assembleias em avaliar a paralisação.

O Tribunal Superior de Trabalho (TST) julgou o impasse sobre o plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores eram contra a mudança de sistemas, em que garantia a segurança do seguro-saúde a dependentes (incluindo pai e mãe), com pagamento por procedimento utilizado, não parcela fixa.

TST, aprovou a proposta do ministro Aloyso Corrêa,  prevendo o pagamento de mensalidades variando por idade e remuneração, na modalidade de coparticipação na qual os trabalhadores passam a ter que arcar com 30% dos valores e a empresa, com 70%. Já pais e mães serão cobertos pelo plano até o encerramento do ACT em vigor, em julho de 2019.

Em nota Os Correios se prontificam: “ Até as 18h desta terça-feira (13), 24 dos 32 sindicatos dos Correios que haviam aderido à paralisação decidiram encerrar o movimento. Quatro sindicatos não haviam aderido à paralisação. Hoje 96,5 mil empregados (o equivalente a 91% do efetivo total dos Correios) trabalharam normalmente. O número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença”

 

Com o fim da greve, os sindicatos de trabalhadores se manterão mobilizados para fazer a defesa da empresa contra as ameaças de privatização.

“Tenho 20 anos nos Correios e em nenhum momento a empresa precisou de recursos da União para se manter. A presença dela é papel do Estado brasileiro. Correios têm condição de dar lucro, mas passou por ataque do próprio governo violento, que deixou a empresa descapitalizada. É preciso melhorar a gestão e garantir investimentos para que a companhia passe por este momento de crise”, defende José Rivaldo da Silva, secretário-geral da federação.

Privatização

Nesta terça pela manhã, o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que mesmo com o desfecho dado pelo TST o governo não descarta privatizar a empresa. Ao dar entrevista ao programa Por Dentro do Governo, da TV NBR, Kassab disse: “Ou os Correios diminuem suas despesas ou vão passar por um processo de privatização”.

Da Redação Portal Cultura Sul FM, informações R7 e Correios.

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