Com saída de Moro, juíza Gabriela Hardt interroga réus do processo do sítio de Atibaia

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Com a saída de Sérgio Moro, a juíza substituta Gabriela Hardt interrogou, na tarde desta segunda-feira (5), dois réus do processo do sítio de Atibaia, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também é réu, segundo apurou a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.

Moro, que era o responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, afastou-se das atividades de juiz federal depois que aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para comandar o futuro ministério da Justiça e Segurança Pública.

Hardt, que voltou de férias neste fim de semana, interrogou Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-diretor da Odebrecht, e Emyr Diniz Costa Junior, ex-engenheiro e delator da empreiteira, na tarde desta segunda-feira.

Com saída de Moro, juíza Gabriela Hardt interroga réus do processo do sítio de Atibaia — Foto: Reprodução/TV Globo

Essa ação penal investiga se ex-presidente recebeu propina da Odebrecht e da OAS por meio da aquisição e de reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, atribuído a ele.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão.

Lula nega as acusações e diz não ser o dono do imóvel, que está no nome de sócios de um dos filhos dele. O ex-presidente afirma que todos os bens que pertencem a ele estão declarados à Receita Federal.

Moro afastou-se das atividades de juiz federal depois que aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para comandar o futuro ministério da Justiça e Segurança Pública — Foto: Henrique Coelho/G1

O interrogatório do ex-presidente está marcado para 14 de novembro, quarta-feira. Essa é uma das últimas fases do processo. Depois, os réus e o Ministério Público apresentam as alegações finais e, por fim, o juiz dá a sentença.

Hardt fica à frente dos processos da Lava Jato até que seja escolhido um novo juiz titular – a juíza não pode assumir em definitivo porque é substituta. A seleção do novo juiz é de responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

A juíza trabalha com Moro desde 2014 e já o substituiu em audiências.

Matéria G1.

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