Colégio Integral poderá “fechar” as portas

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Nesta manhã de terça-feira (05/06), por volta das 10h, diversos alunos, pais, professor e a diretora do Colégio Integral, se reuniram para discutir, sobre problemas relacionados a complementação de curso envolvendo quatorze alunos, que realizam o ensino médio e técnico em eletromecânica.

O Colégio, segundo informações de professores, pais e alunos e até mesmo da própria diretora – Lúcia Maria de Fátima Contieiro, está passando por muitas dificuldades, Lúcia relata, “O colégio hoje está falido, não tenho dinheiro para pagar os professores, sem dinheiro, sem professores sem aulas, não posso fazer nada”.

A organização privada, atuante há mais de 35 anos no município de São Mateus do Sul, e hoje com forças maiores, está quase fechando as portas, a diretora relata que foi “traída”, por seus colaboradores. Professores frisam que fazem quase dois anos que não recebem, e não conseguem trabalhar de graça.

Alunos que faltam seis meses para terminar o curso estão totalmente desesperados, “Não tem como o colégio parar antes de terminar o curso, falta somente seis meses, e não temos outra alternativa, pois curso similar, que esteja ocorrendo não possui a mesma grade, por isso a transferência será muito difícil”, frisam.

Muitos professores sensibilizados com os alunos, querem ajudar pra que eles terminem antes que o colégio “bata as portas”, pais relatam que por várias vezes a diretoria ressalta que iriam vender o colégio, “Muitas vezes escutamos que o colégio iria ser vendido, mas agora sem uma resposta concreta, o colégio simplesmente irá fechar as portas, mas e os estudantes que aqui estão? Será que vão ser “despejados”?” reforçam os pais.

Em contato com a diretora – Lúcia, a qual informa, que saiu por um determinado tempo pra cuidar da saúde pessoal, recebendo proposta de compra do colégio, de um “braço direito”, porém segundo Lúcia, era mentira, caindo nas dividas, por conta disto não possui outra alternativa do que fechar as portas.

O Colégio está no terreno pertencente À Petrobras e o CEPE, tendo que pagar aluguel pra permanência no local, por conta de diversos pagamentos atrasados, proprietário do terreno entrou com ação pra despejo, tendo prazo máximo até ao final deste ano letivo.

As aulas se encontram suspensas, pelo fato que não há professores, em conversa com a diretora na reunião que teve essa manhã, que irá tentar solucionar o caso, realizando novamente convocação dos professores para conversa, para que os alunos consigam complementar o curso.

Segundo relatos dos pais dos alunos, a diretoria, já pediu o cancelamento do curso, mas está em aberto até sexta-feira (08/06), dependendo a situação, a grade curricular irá sair de cogitação, caso o cancelamento percorra.

Segundo colaboradores do colégio, alguns equipamentos já estão sendo retirados da dependência do ensino, mas Lúcia afirma que é de propriedade da Incepa, que estariam “emprestado”.

Existem informações que possivelmente no início desta tarde de terça-feira (05/06), os professores, pais e alunos que tem ligação diretamente com o colégio, se encontraram na Justiça, para esclarecimento dos fatos.

Caso o curso não seja completo, esses adolescentes possivelmente poderá perder o curso e o ensino médio, faltando somente seis meses pra conclusão, muitos deles já realizaram o estágio do curso e possuem notas boas. Sendo forçados a começar novamente o ensino.

Da Redação Portal Cultura Sul FM, reportagem: Lucas Ricardo Cordeiro Ferreira.

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