Capitão da 3ª Cia da PM vai até Antônio Olinto e esclarece ações

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O comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar (PM) de São Mateus do Sul, Capitão Ederson Pinheiro Crevelin, usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Antônio Olinto, nesta segunda-feira (14/05). Na sua fala, ele citou ações, comentou sobre efetivo, patrulhamento e demais assuntos relativos à segurança pública, após ofícios de vereadores.

O capitão falou sobre o telefone 190. Anteriormente havia dificuldade para atendimento nesse número, quando da saída de policiais para patrulha ou ocorrência. Agora, o sistema mudou e está centralizado em São Mateus do Sul e funciona 24 horas por dia, sendo repassado a informação do contato à localidade de origem para sua equipe.

Ainda, existe um celular na viatura 98826-8199 ou 3532-1634 do destacamento, para auxílio. No caso de envio de mensagem, via aplicativos, o comandante descarta inicialmente pelo fato de que, a PM necessitaria de um telefone mais moderno (smartphone) e pacote de dados de acesso à internet móvel. Isso poderia ser, por exemplo, custeado pela prefeitura, numa parceria. A polícia não tem esta disponibilidade, no momento.

Crevelin esclareceu que a função central da PM consiste no papel de ações preventivas. Nelas, seis policiais servem o município, mas falta um comandante local. “Infelizmente a Polícia Militar sofre com ausência de graduado”, disse. No caso, seria um sargento para gerenciar o trabalho. Mas, essa situação é sistêmica em todo o Paraná.

Quando da ocorrência de um crime, o papel investigativo é da Polícia Civil. Cabe a PM fazer o trabalho preventivo. Mas para ampliar essa ação e efetivo, a indicação é de que os vereadores busquem por auxílio político. O capitão disse que é primordial que os parlamentares procurem por seus deputados, focando essa ampliação de policiais.

A tendência de aumentar este número de agentes é bem complexa pela necessidade de que caso se amplie o número de policiais em Antônio Olinto terá que aumentar em todas as cidades da região. Crevelin acrescentou de que não há policiais sufientes para que isso seja concretizado, atualmente na Companhia.

Sobre a patrulha rural, ação de circulação pelo interior, as cidades de Antônio Olinto e São João do Triunfo têm uma viatura específica para isso. Somando-se de patrulhamento da equipe dos municípios que, segundo ele, cada dia seguem para uma localidade, mas durante o dia precisam estar fazendo a segurança da parte urbana. São Mateus do Sul se serve da Ronda Táticos Móveis (Rotam) para isso.

Também, o capitão mencionou o patrulhamento em festas. Segundo ele, é primordial oficiar a realização e pedir apoio para que a equipe esteja ciente e possa acompanhar o evento. Outra situação, descrita por Crevelin aos vereadores, é a postura preventiva do próprio cidadão.

O comandante citou caso de que determinado policial, no trabalho investigativo, foi até uma propriedade. Ali se deparou com a casa aberta e sem ninguém. Após insistência na tentativa do contato, o dono da residência apareceu certo tempo depois. A situação ilustra, segundo ele, de que o munícipe também precisa se precaver e tomar atitudes que contribuam com sua segurança.

Inércia e ausência de deputados

Fato político é de que, quando da criação do 27º Batalhão da Polícia Militar em União da Vitória, há pouco mais de dois anos, o discurso central de parlamentares estaduais que dizem representar a região era justamente de aumento de efetivo. O indicativo era de triplicar esse número. Está no ar um questionamento: ficou apenas no papel ou os deputados se esqueceram do que foi dito e, até, sustentado pelo ex-governador?

“União da Vitória e os demais municípios ganham mais segurança com essa estrutura e reforço no efetivo. A presença do Batalhão representa quase três vezes mais policiais. Hoje são 130 homens e chegaremos próximos a 360 policiais”, afirmou o governador Beto Richa, no ato de criação em março de 2016. Talvez, isto, se explique pela inércia de parlamentares que, realmente, atuem e defendam a região.

Contudo, o consenso social é que os valoros policiais (e policiais femininas) se desdobram em tentar proteger os municípios, são efetivamente cobrados e executam seu trabalho colocando até sua vida em risco. Mas, a carência de uma verdadeira representação política de deputados que defendam São Mateus do Sul, Antônio Olinto e região é aparente, no entendimento da nossa reportagem. Para além de cliques fotográficos e promessas.

Da redação com fotos Portal Cultura Sul

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