Prefeitura suspende parte de contrato com Hospital Paulo Fortes. Detalhes ainda não foram informados sobre isso

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Até onde a reportagem do Portal e Rádio Cultura Sul FM pôde apurar, parte do contrato foi suprimido, o que atingi o atendimento de clínica geral. Pairam dúvidas sobre o assunto e tanto o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes quanto a prefeitura de São Mateus do Sul informaram à reportagem que devem emitir notas oficiais sobre o caso. A notícia causou espanto na sociedade.

Uma fonte revelou à reportagem que, supostamente, o hospital tem um contrato com o Estado do Paraná, em que é referência para atendimento em média complexidade. Isso para São Mateus do Sul e Antônio Olinto o que implicaria em atender todos os pacientes encaminhados pelos clínicos destes municípios, indistintamente. Seria o segundo passo de um protocolo.

Se partir desta análise, de acordo especialistas e informações apuradas inicialmente, clínico geral não poderia ser enquadrado no quesito de média complexidade. Isso, na apuração da reportagem, mas sem confirmação dos envolvidos (prefeituras e Paulo Fortes), deixaria fora do contrato o atendimento de clínico geral, por conta de ser responsabilidade do município.

Via de regra o cidadão vai até um posto de saúde – Unidade Básica de Saúde (UBS) ou procura o Pronto Atendimento (PA). O clínico geral, do município, faz o diagnóstico e, caso necessite, encaminha para procedimento cirúrgico, especialista ou internamento caso assim necessite. Neste caso, o destino seria o Hospital Paulo Fortes, que recebe do Estado, justamente para isso.

Obviamente que o próprio Ministério da Saúde já prevê de que qualquer cidadão deve ser atendimento, se assim necessitar, por hospitais diretamente na ausência de outra forma mais viável. Assuntos que a reportagem aguarda os posicionamentos oficiais, tanto do Hospital quanto da prefeitura de São Mateus do Sul e Antônio Olinto (com quem também foi feito contato).

Outra informação que foi possível apurar é de que o Hospital Paulo Fortes teria sido “pego de surpresa” com a mudança contratual. Não se sabe ainda se houve diálogo prévio nem se já se previa esta exclusão de clínico geral. No caso até importante diferenciar clínica médica (uma especialidade) do profissional clínico geral.

Existem algumas modalidades que entram no regime de sobreaviso. Caso de pediatria, anestesista, ortopedista e cirurgião geral. Além da obstetrícia que, até onde se pode apurar pela redação, seria plantão presencial. O clínico geral não entraria neste retrospecto de atendimentos. O que, no documento divulgado, estará suspenso a partir deste sábado (13/09) no Hospital Paulo Fortes.

A reportagem fez contato com representantes do hospital e prefeituras e aguarda nota oficial para emboçar todo este assunto com a maior clareza e transparência possível. Diante da ausência destes posicionamentos, ainda não comunicados, trabalhou em cima de fatos para tentar elucidar o que ocorre. Passível de interpretações até a emissão de nota por parte dos envolvidos.

Da redação com reprodução de imagens de documento recebido via WhatsApp

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