Hospital Evangélico Mackenzie investirá em leitos para pediatria até junho deste ano

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O Hospital Mackenzie diz que vai atender à solicitação da Prefeitura de Curitiba e vai ampliar o número de leitos para a pediatria, incluindo mais vagas de UTI pediátrica. Hoje, o hospital tem 44 leitos pediátricos, sendo 13 exclusivos para atendimentos de queimados. A proposta é ampliar para 60 leitos e criar 10 vagas na UTI pediátrica. A previsão da instituição é iniciar o atendimento no mês de junho. De acordo com a direção do hospital, as reformas no local já começaram e novos equipamentos foram comprados para atender à solicitação da administração municipal.

Em nove anos, os Hospitais de Curitiba fecharam 62 leitos pediátricos. Mas o número de profissionais atuantes no atendimento infanto-juvenil cresceu. Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado, em 2011, cerca de 800 pediatras atendiam no município – atualmente são 1.139. Ainda assim, o Sistema Único de Saúde enfrenta uma crise, refletida no fechamento do pronto-atendimento do Hospital Pequeno Príncipe na última terça-feira (7).

Esta é a terceira vez que o atendimento é paralisado em duas semanas e agora, segundo o Hospital, a suspensão é por tempo indeterminado. A medida foi adotada por causa da lotação da unidade, que não deveria receber pacientes por demanda direta – apenas encaminhamentos das Unidades Básicas de Saúde. De acordo com a diretora técnica das UPAs, Tatiane Filipak, esse também é o desafio das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade.

O prefeito Rafael Greca (DEM) afirma que pediu ao Hospital Evangélico Mackenzie a ampliação da capacidade de atendimento de crianças e adolescentes em casos de urgência e emergência. Ele incentiva o uso do aplicativo Saúde Já para marcação de consultas nas UBSs.

O secretário-geral do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Luiz Ernesto Pujol, concorda que a procura dos pais que vão diretamente aos PAs é um problema. Mas, para ele, faltam profissionais para o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Com décadas de experiência no atendimento clínico de crianças, Pujol entende que essa crise atinge toda a categoria dos pediatras – não apenas os casos da rede pública de saúde. Isso porque o atendimento pediátrico exige consultas mais demoradas e em geral não envolve outras formas de remuneração que possam atrair os profissionais.

Segundo a prefeitura, o banco do último concurso de médicos esgotou, com todos os aprovados chamados. A administração pública reforça que os médicos das UBSs são aptos para atender toda a família, mesmo que não haja um pediatra disponível para atendimento. Dessa forma, a orientação é para que a população procure pelas Unidades Básicas de Saúde.

Da redação com informações da Band News.

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