Audiência Pública diz “não” a presídio em Paulo Frontin

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O discurso, engrossado por magistrado, vereadores e comunidade, repudia a tentativa de construir uma penitenciária no município de Paulo Frontin. Audiência Pública realizada na cidade aponta que a indicação é contrária ao interesse social e endosada na falta de estrutura para abrigar detentos, familiares e servidores.

A Audiência foi realizada no Pavilhão da Igreja São Joaquim e Santana, encabeçada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Jandir Machado de Azevedo. Autoridades de segurança pública, juíz da Comarca, vereadores, prefeito, religiosos e comunidade em geral marcaram presença e, em ampla maioria, demonstram não querer o presídio no município.

Para o delegado chefe da 4ª Subdivisão Policial (SDP) de União da Vitória, Douglas de Possebon e Freitas, há necessidade de um presídio para abrigar detentos da região, independente da cidade que irá receber a construção. Sobre o debate, ele julga necessário. “Exercício mental para colocar argumentos”, observa.

A maior preocupação do delegado é de que seja construído esse presídio para superar a superlotação de delegacias da região. De acordo com Douglas, a estrutura de segurança pública, saúde e infraestrutura acompanham uma penitenciária, o que seria a resposta ao questionamento popular e preocupação de toda a comunidade local.

“É uma incerteza”, ressalta o prefeito Antônio Gilberto Gruba. Segundo ele, ainda, não existe nada oficializado e, somente, poderá opinar com mais propriedade sobre o assunto quando for confirmada a construção. Mas, confirma que pretende seguir a vontade popular. “Eu tenho que respeitar a opinião de cada municípe”, analisa. “Eu como representante do povo, preciso pensar no povo.”

O presidente da Câmara de Vereadores observou, ao final da reunião, que a iniciativa atingiu o objetivo que era de ouvir opiniões. O entendimento de Jandir é de que a ampla maioria não tem interesse de que a construção seja feita em Paulo Frontin. Isso tem de ser levado em conta, segundo ele.

Até a opinião de religiosos fez parte da tratativa. Caso do padre Marcelo Rosa que entende não ter estrutura para dar suporte na localidade. De acordo com o sacerdote, a população é pequena e há dificuldade de dar suporte no atendimento de áreas prioritárias na atualidade: segurança e saúde.

Com o presídio, na opinião do religioso, tende em aumentar esta demanda, sem a certeza de contrapartida em melhorias. “O município não tem estrutura para aguentar este presídio, saúde e educação”, concorda o morador da região de Santana, José dos Santos. O cidadão cita, ainda, outro receio: as drogas. Além do bolsão de parentes de detentos que podem passar a viver nas proximidades, e serem dependentes do Poder Público local.

O juiz da Comarca de Mallet (da qual Paulo Frontin faz parte), Ítalo Bazzo Júnior, entende a necessidade de um presídio. Mas quanto ao local, do ponto de vista técnico, somente União da Vitória poderia receber a construção, segundo ele. O magistrado analisa que a penitenciária traz ônus, mas sem dar a contrapartida de infraestrutura.

“Precisamos de uma penitenciária e ninguém gosta perto de casa”, opina. Segundo ele, União da Vitória é sede do Batalhão da Polícia Militar, tem estrutura de hospitais e Corporação de Bombeiros militares para dar o suporte necessário. Diferente de Paulo Frontin que não teria este aparato de serviços à disposição.

“Eu torço para que a decisão seja tomada de forma técnica e não política”, reafirmou. A opinião do juiz é de que toda esta discussão tem de partir de quesitos técnicos e estruturais, frisando que neste campo Paulo Frontin não suportaria está construção.

Ítalo Bazzo entende que, no campo político, a decisão não pode delinear por número de pessoas e supostos futuros eleitores. “Vamos fazer a penitenciária lá em Frontin porque lá a gente perde menos votos porque é uma cidade menor do que fazer numa cidade maior”, opinou diante de aplausos dos frontinenses.

Ao final, ele disse que confia na postura dos políticos em levaram em conta todos os quesitos listados. Hospitais, Corpo de Bombeiros Militar, policiamento em bom número e demais elementos que garantam a segurança da população e que evitem deixar apenas o ônus para uma cidade sem estas estruturas disponíveis.

Da redação com informações de Juliano Luz Notícias/Plantão Policial e fotos Notícias da Região

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