Na Câmara, Luiz Adyr cita ‘possíveis’ mudanças em renumeração de servidores

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O prefeito de São Mateus do Sul, Luiz Adyr Gonçalves Pereira, acompanhado de secretários e assessores, esteve participando da sessão da Câmara de Vereadores na noite desta segunda-feira (04/02), onde apresentou números, ações e, repetidamente, sinalizou mudança na proposta sob os 20% de insalubridade. O valor é pago para servidores, em especial do departamento de saúde, e incide sobre o salário base, mas poderá ser calculado sobre o mínimo, futuramente.

Imagens reproduzidas da transmissão publicada no Facebook Jornal Info Samas -https://www.facebook.com/infosamas

Numa clara atitude de oposição, possível de ser visualizada em link disponível na internet (Facebook Jornal Info Samas -https://www.facebook.com/infosamas) que transmitiu a sessão, a vereadora Fernanda Garcia Sardanha questionou, após a explanação do prefeito, a falta dados especificados. Ela apontou a ausência desse fracionamento, que citasse repasses estaduais e federais, nos números globais apresentados. Em especial à investimentos e recursos vinculados, bem como emendas parlamentares.

Fernanda Sardanha, ainda, reclamou de que seus requerimentos não são atendidos, quebrando, segundo ela, o princípio da impessoalidade. “Mas de 100 requerimentos, e encaminhamentos, não meus porque eu estou aqui como representante do povo, não estou como representante de interesse próprio e estes requerimentos, e estas indicações não são atendidos”, disse. A vereadora alegou que outros pedidos, de aliados do prefeito, supostamente parecidos, são atendidos.

Visivelmente nervoso, numa linguagem bem coloquial e informal, prefeito chamou a vereadora de ‘você’, deixando de lado o protocolo de se referir à autoridade eleita pela povo. Luiz Adyr reclamou sobre supostas alegações ao próprio salário, afirmando de que os valores são fixados pela Câmara de Vereadores. Sobre a realidade da renumeração do funcionalismo, dito pelo prefeito “ser maior que outras cidades de arrecadação similar”, a culpa recaiu sobre gestões anteriores.

Anteriormente, na explanação, Luiz Adyr havia citado altos salários, na renumeração inicial, num comparativo com outras cidades, como Lapa e União da Vitória. Cidades que tem arrecadação maior, conforme a explanação feita. Dentre outras alternativas, o prefeito apontou necessidade de revisão e alteração no quesito insalubridade. A suposta sugestão dele é de que o valor de 20% seja pago sobre o salário mínimo e não mais pelo base. Além de citar, suposta ‘necessidade de mudança na renumeração inicial’.

Exemplificando, um profissional que recebe R$ 18 mil de base, tem mais R$ 3,6 mil nesse adicional. Com a alternativa, que é seguida em outros municípios conforme Luiz Adyr, seria de R$ 199,60. Ou seja, com insalubridade deixaria de R$ 21,6 e passaria para R$ 18.199,60. O prefeito sinaliza futuro projeto de Lei para fazer esta alteração, mas sem confirmar e nem citar em que período a proposta pode ser encaminhada para os vereadores.

Omar Raimundo Picheth Neto, após a explanação, lembrou, ao citar a fala do prefeito sobre folha de pagamento, que em 2003, Luiz Adyr incluiu o adicional de Tempo Integral Dedicação Exclusiva (Tide) questionando se isto foi um erro, essa concessão. A lei, de acordo com a resposta do prefeito, na questão previdenciária, “não trouxe problema nenhum”. Bem como alterações de mandatos posteriores.

Sobre as obras citadas por Luiz Adyr, Picheth disse que grande parte do que foi exposto teve participação direta dos vereadores, por meio de ações que trouxeram verbas estaduais e federais. O vereador, também, perguntou sobre o deputado estadual do município, Emerson Bacil, e a relação com a prefeitura.

“Está aberto a qualquer deputado”, respondeu o prefeito. Luiz Adyr disse que não haverá impedimentos. “Tive uma conversa franca com o deputado residente em nosso município. Por ser o deputado que mora no nosso município tem de brigar por causas grandes”, respondeu sem citar o nome do parlamentar, Emerson Bacil e num tom esboçando incômodo.

Luiz Adyr apontou, por exemplo, o interesse municipal de que o deputado encampe a estadualização do hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes, sem se atentar para o fato de que o atual governo já sinalizou redução de despesas e tal questão ser juridicamente complexa. Outra luta, conforme o prefeito, seria por uma faculdade para São Mateus do Sul, sem recursos investidos do município. “Cabe ao deputado, por morar aqui, buscar estas causas maiores”, disse.

Picheth não teve extensão de tempo para fazer novos questionamentos, conforme o presidente da Câmara, Nereu Edmundo Dal Lago, determinado pela presidência em cinco minutos para cada vereador, acrescentado de mais um. Ao final, ele cobrou presença mais efetiva dos secretários em eventos e agendas oficiais da Casa de Leis. Conforme o parlamentar “é honra ter a presença do 1º escalão do executivo”.

Nereu, também, sinalizou apoio a projetos de readequação de cargos e salários sugeridos, supostamente, na explanação do prefeito e, possivelmente, devem ser encaminhados para discussão e aprovação dos vereadores de São Mateus do Sul. São necessárias, no entendimento do chefe do Legislativo, essas adequações para “administrar” e “administrar”, sem prejudicar o atual plano. O presidente, ainda, disse que a Rua do Mate deve homenagear o pai do Luiz Adyr.

Da redação com informações e imagens reproduzidas da transmissão publicada no Facebook Jornal Info Samas -https://www.facebook.com/infosamas

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