Em sua 1ª entrevista Bolsonaro fala sobre armas, EUA e aposentadoria

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O presidente Jair Bolsonaro foi entrevistado pelo SBT, diretamente de Brasília, nesta quinta-feira (03/01). Durante pouco mais de 40 minutos, o novo chefe do Executivo brasileiro respondeu a questionamentos sobre posse e porte de armas, aposentadoria, atentado que sofreu, pente-fino na gestão que ele sucede e desenho de parceria com os Estados Unidos da América (EUA).

Imagens: reprodução de publicação de vídeo pelo SBT no Youtube

De acordo com o presidente, os atos assinados por autoridades do governo do ex-presidente Michel Temer nos últimos 30 dias serão revistos. Na reunião ministerial, ele pediu uma revisão geral. Exemplo disso, os R$ 45 milhões destinados à Universidade Federal Fluminense para implementação de criptomoedas destinadas à população indígena. Também liberação de R$ 200 mil, por meio da Lei Rouanet, para duas corridas de rua no Morro do Borel no Rio de Janeiro.

E, ainda, uma consultoria de R$ 3 milhões no Ministério do Turismo. “Tem cara que tem muita coisa errada aí. Eu acho que nenhum agente público ia jogar fora R$ 3 milhões para fazer uma consultoria que qualquer um de nós poderíamos fazer algo parecido com consulta na internet”, observou Bolsonaro.

Em outra parte da entrevista exclusiva, ele disse que deve, em março, visitar Donald Trump, nos EUA. Entre outras coisas, a economia e a parte bélica entram em discussão. “A minha aproximação com os Estados Unidos é uma questão econômica, mas pode ser bélica. Nós podemos fazer acordo voltado para essa questão aqui no Brasil. Nós não queremos ter um super poder na América do Sul, mas devemos ter, no meu entender, a supremacia”, explica.

Outro assunto abordado, e que faz parte de sua plataforma política, é armas de fogo. O presidente confirmou o desejo de flexibilizar a posse e o porte, por meio de decretos, para atender algo necessário. A Polícia Federal (PF) age de acordo com orientação do Ministério da Justiça e, conforme Bolsonaro, Sergio Moro (ministro da Justiça), sugeriu um novo decreto, para definir essa “efetiva necessidade”, ainda no mês de janeiro.

“Homem do campo vai ter direito também. O governo último limitou em duas armas no máximo para cada um de nós. O que estou propondo ali é o povo ter duas armas, para agentes de segurança, quatro ou seis armas, vamos aumentar o número de armas”, afirma citando a possibilidade de abrir o mercado para novos modelos de artefatos a serem comercializados.

Perguntado, ele, também falou sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O presidente mencionou que sabia das vendas de carros e que o ex-servidor “fazia rolo”. Justificativa apontada para a movimentação de R$ 1,2 milhão em um ano, e vista como atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao todo são 20 servidores de deputados envolvidos, com cifras que chegam a quase R$ 50 milhões movimentados durante o ano. “Ele falou que vendia carros, eu sei que ele fazia rolo. Agora, quem vai ter que responder é ele. O Coaf fala em movimentação atípica, isso não quer dizer que seja ilegal, irregular. Pode ser”, relata Bolsonaro, ao passo, que reclama a citação do filho, sendo que outro parlamentar fosse citado.

Queiroz é investigado pelo MP (Ministério Público) do Rio de Janeiro por movimentação de R$ 1,2 milhão em um período de 13 meses, considerada atípica pelo Coaf. A exposição de seu nome foi um “absurdo”, no entendimento do presidente e para atingi-lo diretamente. Isso porque, outros servidores de deputados tiveram movimentações maiores que o ex-assessor do filho, mas parte da mídia ignorou. “Vários outros tinham [movimentação] de 5 milhões, 10 milhões, tinha até de 40 milhões de reais. Ninguém toca no assunto”, reclama Bolsonaro.

O presidente, ainda, falou sobre o PSL ter anunciado apoio à reeleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados. Contudo ele Bolsonaro disse que “não vai se envolver nas eleições no Congresso.” Da mesma forma no Senado Federal.

Em relação à Previdência, Bolsonaro afirmou que vai propor ao Congresso a reforma, até 2022, estabelecendo idade mínima de 62 anos para homens e 57 anos para mulheres. Na visão do presidente, é necessário resolver com urgência e fazer as modificações para evitar colapso futuro.

Outra questão perguntada para Jair Bolsonaro teve com alvo Adélio Bispo dos Santos que está preso desde o dia 6 de setembro, após ataque ao então candidato à presidência. Na visão do presidente, o homicida teve o apoio para matá-lo, bem como sua defesa formada na sequência. “Está na cara que gente com dinheiro, preocupada em ele não abrir a boca, foi em seu socorro”, justifica, mas afirma que espera que a confissão dos reais motivos ainda ocorra.

Da redação com Agências de Notícia, SBT e reprodução de imagens publicadas no Youtube pelo SBT.

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